terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Verdade aprisionada



Quando o sol beijou-te o rosto
O mundo resolveu dançar
Incrédulo, bêbado de espanto
Pude apenas observar

Como podes ser tão bela?
Que direito tens tu de sorrir?
Uma vez disparada a flecha
Seu curso ela há de seguir

As águas do mar aos teus pés,
Ris da engessada gravidade
Deslizas como se nada fosse
Teu corpo é a prisão da verdade

Trêmulas, minhas mãos percorrem
Os recantos da luxúria que cedes
Na pressa, sorvo tudo de um gole
No fim... continuo com sede

Mateus Medina
05/02/2013

6 comentários:

  1. Que musa essa sua, hein... rs

    Linda! Adorei! :-)

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  2. Plagiando uma famosa propaganda da ZON (serviço de TV/internet/telefone):

    "Eu podia ser poeta sem ter uma musa? Podia, mas não era a mesma coisa..." =)

    Obrigado, Pri e Valéria.

    Bjos

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  3. Creio ser essa sede, insaciável, que mantém a contemplação de alguém com a beleza que colocou em seus versos. Bjs.

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