segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que vês que eu não vejo?

Tu achas sempre que podemos
Mudar o mundo com canções
Limpando o velho pó da casa,
Mudando os móveis de lugar
Tirarando os peixes do aquário,
Liberdade! Te ouço a gritar
Como se houvesse um caminho
Onde podemos sorrir a dançar

Tu insistes em dizer que o amor
Há de sobreviver ao holocausto
Que as flores não morreram
- Nossos olhos é que não sabem ver -
Que o vendaval não faz qualquer mal
- As casas são mal contruídas -
Que o sol está lá fora a brilhar,
Mas só vemos a escuridão da vida

Tu acreditas no poder do perdão
Na doçura das palavras bem ditas
Bendita seja a tua inocência
E se tiveres, amor, paciência
Não desistas de tentar me ensinar
Que o mundo vai além do que parece
Que a alma da gente padece
Quando desiste e deixa de acreditar

Mateus Medina
08/07/2013

15 comentários:

  1. [uma das coisas mais linda que li]

    obrigada!


    beijo

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  2. Que ela consiga fazê-lo acreditar... :-)

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  3. Olá!!!
    Voltei e vim dar uma olhada no teu cantinho. Continua delicioso!!!
    Parabéns!!!
    Beijos!!

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  4. Fundamental ter por perto quem nos faça acreditar, quando nossos olhos, de tanto buscarem a luz, se quedam, cegos.


    Um beijo

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  5. e eu acho que agora e sempre a canção é uma arma nas mãos do Poeta pronta a rebentar num verso....

    :)

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  6. matheus, incrível o teu poema, me fez rependar várias atitudes. sem contar a enorme inspiração que ele causou.

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    Respostas
    1. Obrigado, Antônio.

      Inspiração gera inspiração.

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  7. Há muito me disseram que, "nem tudo que reluz, é ouro"...é por aí...Adorei, o poema verdade!
    Beijos.

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  8. Não importa que, vez ou outra, falte luz. A vida não perde sua beleza por causa disso. Benditos os que mantêm essa linda crença. Bjs.

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  9. Nada melhor do que ter alguém pra te fazer levantar e seguir em frente sorrindo!

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  10. E se considere uma pessoa de sorte por isso... O poema todo é lindo, Mateus, mas a primeira estrofe é arrebatadora.

    Beijo.

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  11. [...]
    Tu insistes em dizer que o amor
    Há de sobreviver ao holocausto
    Que as flores não morreram
    [..]

    Quem assim te canta a vida é para, realmente, ser ouvida.

    Gostei muito.
    Um abraço

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  12. Todos diferentes
    No acreditar, no perdoar, etc., etc.
    Mas todos iguais...
    Gostei do teu poema, é magnífico.
    Boa semana, abraço.

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