sexta-feira, 5 de abril de 2013

Além do colorido

Portrait of Emy, 1919 (Karl Schmidt-Rottluff)

Parte de mim se espanta,
Enquanto a outra entristece
Escapa um pequeno sorriso?
Não tenho muita certeza

Há quem veja a esperança,
Eu vejo fogo, somente fogo!
E toda a confusão que se segue

Ouço os murmúrios assustados,
Os lamentos dos incapazes
Não é seguro andar pelas ruas
Há olhos postos em cima de nós

Há quem veja o nascer do sol
Eu vejo a morte da lua
Indefesa, pálida, nua

Mateus Medina
05/04/2013




14 comentários:

  1. Saudades de escrever. Saudades do anonimato. Invejinha da proteção e da possibilidade de brincar que a poesia proporciona. Pena que a minha incompetência com as rimas me prive de brincar com as palavras na sombra. Porque o sol queima. E é preciso competência pra ser poeta... rs

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    1. Pri, acho que já te disse que não acredito muito nessa sua tal "incompetência com as rimas", né? rsrs

      Em todo caso, olha pra esse poema, por exemplo. Não tem rima nenhuma =D

      Qual ERA a desculpa mesmo? :P

      bjocas

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  2. No olhar a maneira de ver é antes ato de liberdade.
    Cadinho RoCo

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  3. A nítida fratura do 'eu', encarando os outros/opostos/diferentes, mas também passíveis de estarem mascaradamente fraturados.

    Um 'eu' que escolhe o lado escuro. E é nessa escuridão que tudo agoniza.

    E os outros? Será que vêem, a agonia do sol ma coloração do meio dia?

    Beijo

    Laura

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    1. Boa pergunta, Laura =)

      Obrigado pela visita, bjos.

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  4. Olá, Mateus!
    Tudo é uma questão de escolha... de visão.
    O dia pode estar escuro e a noite pode estar clara.
    Nossos pensamentos e nossas vibrações nos conduzem. Vemos aquilo que queremos.
    Obrigada pela visita em meu blog.
    Beijos, bom final de semana poeta.

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  5. Há mais de um lado em tudo que se vê e ouve. O preto e branco também pode ser belo. A realidade deve ser percebida, eis que não pode ficar oculta aos olhos sensíveis. Mas nada impede que possamos nos alegrar com as cores, ainda que as saibamos fugazes. Abraços!

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  6. as vezes vc me deixa sem palavras .

    e então o que faço??

    deixo um rastro....

    http://www.youtube.com/watch?v=cgFSt2jK7BE

    abç

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  7. A maneira como a gente ver as coisas talvez camufle como elas realmente são.
    Belo texto e obrigada pela visita, espero que tenha encontrado motivos para voltar.

    Abraços.

    P.S: as minhas manhãs de domingo são castas, pelo menos, rs.

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  8. Nossa, seu poema caiu como uma luva para mim. "Parte de mim se espanta, enquanto a outra entristece". É difícil entender os sentimentos. Eles vem desencontrados e em diferentes momentos. Enfim boa semana para ti amigo!
    Bjus

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  9. Há quem veja o nascer do sol
    Eu vejo a morte da lua
    Indefesa, pálida, nua

    Os extremos pr´oximos...

    Excelente!

    Beijinhos

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  10. A lua e as suas faces, ora resplandecente, ora soturna, ora inteira ora fragmentada...

    Sempre bela porém, como a vida!

    Um beijo

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  11. É a visão do poeta. A devemos respeitar.

    Beijos da Luz.

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