"Nollendorfplatz", de Ernst Ludwig Kirchner
São tantos os caminhos da cidade
Às vezes quem passa não nota
Pela pressa, pelo desinteresse,
Ou porque a cidade se maloca
São duros os caminhos da cidade
Os pífios fazem muita questão
De nos ludibriar a sanidade
Distorcem a real percepção
Meretriz, paridora de caminhos
Segue escondendo as mazelas
Na agitação dos becos frios
Enquanto a morte prolifera
O ódio vai crescendo nos esgotos,
Lentamente a cidade transborda
Em breve nos afogaremos - todos!
Até que a cidade esteja morta
Mateus Medina
26/03/2013









