segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 22



Dia 22: Cite 3 escritores que você gosta. Fale sobre eles.

Ainda bem que não é para citar os 3 escritores que eu MAIS gosto. Acho que seria uma tarefa quase impossível pra mim. Até eu me decidir, o meme já teria acabado...

Essa é uma daquelas perguntas que se fosse para responder de novo amanhã, eu diria três nomes diferentes rsrsrsrs vamos a isso:

Fiódor Dostoiévski

Mais do que babado por mim em vários ocasiões. Genial! Genial! Genial!

Com uma narrativa única, nos mete dentro da cabeça dos personagens de uma forma absurda, caótica e real.

Pode até parecer meio estranho que ele figure por aqui, quando só li dele até hoje um livro. Mas, "Crime e Castigo" é provavelmente a obra mais genial (eu já usei essa palavra?) que já li na vida. É o suficiente para que ele tenha que ser citado aqui.

J. K. Rowling

É clichê, eu sei. 11 em cada 10 pessoas vão citar seu nome, eu sei. Mas não dá para fugir.

Rowling foio responsável por criar um mundo mágico inteirinho. Dona de uma imaginação pra lá de fértil, escreveu os sete livros da saga "Harry Potter", que quem não gosta, bom sujeito não é...(parodiando o famoso samba)

Ian Mcewan

Meu primeiro contato com o escritor não foi através de um livro e sim de um filme. A adaptação cinematográfica de "Expiação" é sensacional.Ali fiquei a saber que provavelmente iria gostar muito do Ian. Mesmo assim, como estou sempre colocando as coisas numa "lista", ficou para trás por alguns anos, até que resolvi ler "Amsterdam". Me apaixonei.

Depois disso, "A criança no tempo". Comprovei.

Ian é um escritor fabuloso. Trata de temas cotidianos com uma maestria que é dificílima. Expõe o ser humano como ele é: Humano.

Ian escreve sobre pessoas, e eu adoro. Dá-nos a conhecer personagens das mais variadas facetas e um pouco como Dostoiévski (guardadas as devidas proporções e a diferença do tipo de abordagem), nos dá acesso à cabeça das personagens de uma forma um tanto caótica, desordenado e... natural, justamente da forma como acontece na vida real.

domingo, 21 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 21





Dia 21: Cite 3 personagens literários favoritos. Fale sobre eles.
Alvus Dumbledore, de "Harry Potter..." (J. K. Rowling)
Dumbledore é um personagem mágico (para além da obviedade da afirmação). Parece caber em Dumbledore toda a sabedoria e serenidade que um ser humano é capaz de carregar, além do seu enorme senso de sacrificio pelo bem da maioria. Mas, embora pareça, não é "santo", o que faz do personagem ainda melhor.
São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades. (Alvus Dumbledore)
Mattia, de "A Solidão dos Números Primos" (Paolo Giodano)

É um presonagem perturbador. A sua densidade e principalmente... o seu silêncio, que o autor consegue "capturar", sei lá como, é uma coisa impressionante. Alice (a outra protagonista) também é uma personagem riquíssima e intrigante, mas confesso que achei o Mattia ainda mais inquietante... a culpa que ele carrega, a maneira como ele a carrega, nos faz sentir a sua dor a cada página, nos cria uma ânsia crescente. É daqueles personagens que mexem com a gente e que é difícil explicar em palavras...
Eddard Stark, de "As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos" (George R. R. Martin)
Antes de mais, no que vai escrito abaixo há spoiler fortíssimo sobre a saga. Caso você seja como eu, esquece esse post por aqui e vai arranjar outra coisa pra ler...
Então...é certo que a medida que prossigo, "As crônicas..." vão me proporcionando uma série de personagens inesquecíveis, riquíssimos e maravilhosos... é até "injusto" não citar Tyrion, o anão mais fodástico da literatura, ou Arya, a guria mais encantadoramente rude, bondosa, perspicaz, determinada e uma outra centena de adjetivos. Mas, esse parágrafo é só um pedido de desculpas a mim mesmo.
Ned morre cedo demais e eu ainda não perdoei o Martin por essa atrocidade. É daqueles personagens que nos cria uma empatia instantênea. Um homem "de gelo", que tem uma espada chamada "gelo", mas que lá no fundo tem um coração mole (e eu sigo vendo muito dele na Arya, o tempo todo). Um homem justo e honrado acima de tudo - e isso custa-lhe a cabeça num reino de intrigas, claro, bela metáfora para o mundo em que vivemos -, que jamais foge das suas responsabilidades.

Ned é um personagem enorme, que representa a honra no seu estado mais puro, a justiça no seu peso mais correto, o dever no seu senso mais estrito. 

"Crês que a minha vida é uma coisa tão preciosa para mim, que eu trocaria a minha honra por mais uns anos... de que?" (Eddard Stark)

sábado, 20 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 20



Dia 20 – Cite 3 livros especiais na sua vida. Fale sobre eles.

1 - "Nada Dura para Sempre" (Sidney Sheldon) 



Esse livro é especial porque foi o primeiro (que me lembro) que li por livre e espontânea vontade. Foi com esse livro que descobri o prazer da leitura e não levei mais que dois dias para devorá-lo e ir buscar mais um do Sheldon com minha madrinha - que tinha praticamente todos. Só parei de ler Sheldon depois que li todos os que ela tinha... rsrsrs

Nessa época eu acreditava mesmo que ninguém seria capaz de escrever melhor que o Sheldon. Ok, esse tempo ficou para trás, mas o livro e o autor continuam tendo um "valor sentimental" importante para mim como leitor.

2 -"A Metamorfose" (Franz Kafka)



Esse livro pirou a minha cabecinha.

Eu, que esqueço tudo, ainda me lembro como se fosse ontem, quando abri o livro e comecei a ler "Quando Gregor Samsa despertou...", desde então, nada foi o mesmo.

Uma obra magistral - dizendo bem pouco -, que li umas quatro ou cinco vezes, já que da primeira vez, apesar de fascinado, não consegui "absorver" tudo o que a obra tinha para dar.

Fiz todos os meus amigos - que gostavam de ler - lerem "A Metamorfose",e todos eles me agradecem até hoje...


"Ainda Resta uma Esperança" (J. M. Simmel)



Esse livro me chegou às mãos numa época muito confusa da minha vida. Teve a importância de me passar a mensagem que eu precisava. É daquelas coisas de cinema, mesmo.

É um livro de uma beleza quase indescritível. O autor aborda temas complicadíssimos da natureza humana, num cenário de pós-guerra, pessimismo, desesperança, tristeza, fome, miséria... e mesmo assim consegue nos fazer sorrir. Tem muito humor, lições de vida enormes, que se aproveitam do delicado momento para mostrar que o homem é capaz das maiores atrocidades, mas mesmo no meio disso, também é capaz de coisas excepcionais, lirismo profundo e... Esperança.

Lindo! Lindo! Lindo! É tudo que digo sobre ele. É um daqueles livros que se dependesse de mim, todo mundo leria.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Regras do Jogo



Fraquejo em minhas promessas
Sempre que te curvas para mim
Empunhando olhos de pressa
E o teu velho vestido carmesim

Toda a minha inabalável moral
Escorre na curva dos teus seios
Meu discurso, etcetera e tal
Vai-se embora; ali pelo meio

Tudo o que a decência proíbe
Dentro de ti não faz sentido
Tudo o que a razão coíbe
Esculpe-se abaixo do umbigo

Entregue aos caprichos do fogo
Ludibrio a consciência infernal
Na mesa, as regras do jogo:
Morra o homem, viva o animal!

Mateus Medina
16/10/2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 19



Dia 19 – O que você acha da elitização da literatura? Você acha que realmente só é intelectualizado aquele que lê os clássicos da literatura? Que ler 1000 livros “de banca” não equivalem a 10 clássicos? O que você acha das pessoas que criticam a literatura “para a massa”, os blockbusters literários? É mesmo possível julgar o nível de intelecto de uma pessoa pelo que ela lê? Você tem algum preconceito literário?


Em primeiro lugar, não creio que ler os "clássicos" faça de ninguém intelectual por si só. As pessoas que costumamos designar como "intelectuais", geralmente lêm/leram os clássicos. Acho que é um caminho natural. Entretanto, ler ou não ler clássicos não torna ninguém intelectual.

Sobre "literatura para as massas", eu sou totalmente a favor. A leitura nos ajuda a crescer em vários setores diferentes das nossas vidas, portanto, a matemática é simples: Mais leitores = mais gente informada, esclarecida, inteligente, capaz... ops... isso DEVERIA ser assim, não é? Mas não... não costuma ser, e aí entra a questão da QUALIDADE.

Qualidade literária é algo MUITO subjetivo e passível de discussão, então, aqui está apenas, somente e não mais do que a minha mísera opinião, ok?
Eu acho que a MÁ literatura "para as massas" presta um desserviço. Eu sei que há o outro lado da moeda, que é o que alguns desses leitores irão encontrar com o passar do tempo uma leitura de qualidade, mas... há sempre um mas.

Há uma ENORME fatia de leitores que se "viciam" na "leitura fácil" - e não me refiro aqui a facilidade das palavras, construções e etc -, que é o que vemos ocpando 70% (ou mais) das prateleiras das livrarias. Cada época uma moda, mas há sempre uma tendência de facilitismo, exploração de temas "cool", repetição, falta de criatividade... e eu acho isso ruim para a arte e para o leitor. Pessoalmente, odeio quando me sinto julgado como idiota por um autor.

Agora, julgar o "nível de intelecto" de uma pessoa pelo que ela lê pode ser uma armadilha. O intelecto existe e se manifesta no ser humano de várias formas diferentes e a literatura é só UMA delas. Eu não gosto de me arriscar dessa maneira, até porque há pessoas que lêm "mil romances de banca" e lêm "os maiores filósofos da humanidade" ao mesmo tempo. Posso apenas dizer que me pergunto, intimamente, "por que diabos fulano perde tempo lendo essa porcaria". Mas isso é um pensamento, uma opinião, e como é óbvio, não define o intelecto de ningém (talvez o meu?)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 18



Dia 18 – Você costumar ler e-books?

Esta pergunta foi feita no meme de 2011 e podem ler a minha resposta aqui

Minha resposta é basicamente a mesma, sendo que na época eu achava que tinha lido dois ebooks, hoje acho que talvez uns 4... não mais que isso.

Continuo preferindo o livro de papel e continuo entendendo que a marcha do progresso tem que seguir e que hoje é muto mais confortável ler ebooks com os dispositivos que temos à nossa disposição.

Há também dois fatores importantes para eu não ter ainda "mergulhado" no mundo dos ebooks: A pouca oferta em língua portuguesa + minha preguiça de ler em inglês.

Talvez se houvesse uma oferta em português como há em inglês (eu disse talvez...) eu já tivesse mais numa de ler 8 em papel e 2 ebooks por cada 10, pra ir acostumando rsrsrs mas, por enquanto, todos os ebooks que li foram em língua inglesa...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 17



Dia 17: Na sua opinião, qual é o propósito da literatura? Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso.

Não acho que a literatura tenha um só propósito. Ela tem muitos. E até pode não ter NENHUM.

A literatura acaba por ter todos os propósitos da pergunta e mais uns milhões... dependendo inclusive da interpratação do leitor, que pode "criar" um propósito para uma obra, algo muito pessoal.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 16



Dia 16: O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho? (Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?)

Não dá para identifica uma coisa só... eu diria que "ser extremamente chato" é a razão para eu abandonar um livro. Mas "ser extremamente chato" junta em si muita coisa...

Eu abandonei poucos livros, porque eu gosto de começar e terminar, mesmo que o livro não seja o que eu esperava, mas, os que abandonei eram MESMO chatos e/ou eu simplesmente não tinha "alcance" suficiente para entende-los na altura em que li. "Crime e Castigo", por exemplo, tentei ler aos 15 anos e falhei, só vindo a terminar mais de 10 anos depois.

"Capitães de Areia" abandonei porque era MESMO chato - como tudo que li (tentei ler) de Jorge Amado, com excessão de "A morte e a morte de Quincas berro d'água".

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dias 13, 14 e 15



Dia 13: Cite um trecho de um livro que você gosta:

Em primeiro lugar... UMA citação de UM livro? Eu chamo a isso tortura. Para um sujeito como eu, citar 10 seria ainda tortura, imagina uma... anyway, pensei, pensei, pensei... e fiquei com o primeiro livro que me veio a cabeça, um fabuloso e grandioso livro do J. M. Simmel.

Em tempos de crise, desesperança, descrença e outro(a)s "des", me lembro sempre dessa obra inclassificável, que desafia todo o meu pragmatismo, realismo exagerado (que alguns hão de chamar pessimismo) e etc... uma verdadeira Ode ao otimismo e à esperança.

Aproveito para recomendar a todo mundo, vale MUITO a pena. Segue o trecho e desculpem a divagação...








(...) — Nós, porém — continuou ele, assim que conseguiu falar novamente
—, vamos viver destes cinco pães e dos dois peixes, e continuar a existir no
mundo daqueles a quem a fome não fez perder o juízo. Continuaremos a
viver do pão secreto que nasce da força dos braços.
— Muito bonito — disse Jakob Steiner. — Mas o que vamos comer?
— Meu jovem amigo — retrucou Mamoulian, olhando com pesar
através do vidro verde da garrafa de aguardente ainda cheia até quase um
quarto —,
muita coisa em sua vida teria sido diferente se tivesse se
preocupado um pouco menos com o problema de encher a barriga. 

O senhor devia e ainda chegará a compreender que é necessário uma paciência infinita para suportar a vida e ser feliz. (...)

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Dia 14: Você costuma frequentar bibliotecas? (A biblioteca municipal? A da faculdade? Quantos livros costuma pegar? Fale um pouco sobre o assunto.)

Voltei a "frequentar" há uns meses, a biblioteca aqui do bairro.

Fui mais "rato de biblioteca" aí por volta dos 15 aos 20 anos. Costuma devorar no mínimo dois livros por quinzena, que era o permitido para se levar por empréstimo. Muitas vezes eu e um amigo pegávamos dois cada um e trocávamos, acabando por ler quatro po quinzena, mas isso são outros tempos, agora passo mais de três meses para ler um... rsrsrs

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Dia 15: Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?

Essa pergunta foi feita no meme de 2011 e eu respondi aqui.

Já o comprei e já o li.

Hoje, se pudesse escolher só um (sacanagem!!!), escolheria... qualquer um do Ian McEwan... talvez "Sábado", vá lá... mas ficaria feliz com qualquer um rsrsrs

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Meme literário de um Mês - 2012: Dia 12



Dia 12 – Você prefere livros narrados em primeira ou em terceira pessoa? Na sua opinião, o tipo de narrador pode influenciar a história do livro? Fale sobre o assunto.

Não faz diferença para mim.

O tipo de narrador (além do fato de ser em primeira ou terceira pessoa) influencia sempre a história. É ele quem conta do jeito dele. É pelos olhos dele que vemos os acontecimentos. Ele palpita, nos incita a crer naquilo que ele crê (ou não crê, mas quer nos levar a crer)... o narrador é um manipulador. Em primeira ou terceira pessoa.

Para escrever, sim, sinto diferença. Mas isso é porque eu sou "capenga" e só sei escrever em primeira pessoa. Preciso "sentir" aquilo que escrevo, ainda que jamais tenha experimentado nada parecido, preciso fingir que sim, me colocar naquele lugar para conseguir escrever. Falha minha... ou não.

Mas isso é outra história...