quinta-feira, 8 de março de 2012
És tu, Mulher
Tens o peso do mundo nos ombros
E ainda assim, intenso brilho no olhar
Tantas vezes retiras dos escombros
Quem insiste em fraca te julgar
És terra segura, és mar revolto
O indecifrável código da vida
Que carregas no ventre em terremoto
Mistérios da felicidade repartida
Foste em tempos restrita ao lar
Mero exemplar de decoração
Não desististe, foste à rua lutar
Hoje, tudo tens em tuas mãos
És a máxima expressão do sensual,
O espelho de tudo o que se quer
O sublime instinto maternal
Tudo isto e muito mais; És tu, Mulher.
Mateus Medina
08/03/2012
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Poesias
segunda-feira, 5 de março de 2012
O esperado fim
Sinto o meu tempo a escorrer
Por entre os dedos, pelas feridas
Por mais qu'eu tente me esconder
Não enxergo qualquer saída
O frio que me acomete vem da alma
As mãos trêmulas sofrem a antecedência
O que vem por aí não me acalma,
Não trás em si qualquer decência
Uma solitária e dolorosa morte
Tudo o que busquei durante a vida
Ao Deus que nunca cri, rogo sorte
Em frágil oração, com tons de despedida
Vou-me embora deste mundo a sangrar
Exatamente da maneira que cheguei
Vou-me embora sem aprender a amar
Se algum dia fui amado, não sei...
Mateus Medina
05/03/2012
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Poesia Maldita
domingo, 4 de março de 2012
Semana 9: Pessoas que eu gostaria de conhecer / ter conhecido:
Semana 9: Pessoas que eu gostaria de conhecer / ter conhecido:
1) Raul Seixas
2) Humberto Gessinger
3) Nietzsche
4) Dostoiévski
5) Jesus Cristo
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Projeto 52 x 5
sexta-feira, 2 de março de 2012
Tempos difíceis
São tempos difíceis os nossos
Muitas luzes, muito luxo, pouca alma
Tempos que acumulam destroços
De sorrisos falsos ali na sala
São tempos sem futuro e sem passado
A pressa nos engole em sucessão
Satisfação? Só se encontra ali ao lado
Felicidade se paga com um cartão
São tempos sem memória e gratidão
O que já foi, passou, não volta mais
Atropelamos a história sem perdão
Repetimos os erros ancestrais
São tempos de apatia desgraçada
Onde o medo sepulta a revolta
Seguem os bons sem fazer nada
Seguem os bons sem fazer nada
Continuam os maus todos à solta
Mateus Medina
02/03/2012
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Poesias
quinta-feira, 1 de março de 2012
Impressões
Quando fechaste a porta atrás de ti
Arrastando as sandálias que te dei
Puseste todas as sombras em mim
O que eu sabia, agora já não sei
O teu perfume suspenso pelo ar
Em nossa cama o desenho do teu corpo
Na TV a tua imagem a passar
Enquanto sigo pelo caminho torto
Lembro do tempo em que fomos livres
Ainda assim, sempre juntos por querer
As nossas ruas tão cheias de declives
Jamais nos impediram de viver
Sei de cor o teu sorriso mais sincero
Os caminhos do teu corpo; teu prazer
Sei ser teu, do jeito mais singelo,
Do jeito mais voraz; eu sei te ter
Meus segredos foram todos segregados
No momento que em teu corpo me escondi
Te amei, como ama um desesperado
Quis contigo ser um só, não mais sair
Mateus Medina
01/03/2012
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Poesias
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Faces da solidão
Porque é na solidão que me encontro
Dela fujo, com a rapidez de um raio
Para não perceber o quão tonto
Nesta desgraçada vida me saio
Porque a solidão me ilumina
A acolho em meus pesados ombros
Faço dela doce amante; clandestina
Deitamo-nos entre os escombros
Porque a solidão me maltrata
Faço toda questão de a maldizer
Me estraçalha, torna a vida ingrata
Apagando as razões do viver
Porque é na solidão que me remendo
Fica a porta aberta pr'ela entrar,
Levar embora o que hoje está doendo
Para qu'eu possa novamente amar.
Mateus Medina
23/02/2012
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:
Semana 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram:
1) Labirinto
2) O Rei Leão
3) A Pequena Sereia
4) Toy Story
5) A Bela e a Fera
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Projeto 52 x 5
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Palavras que insistem
Somem as palavras, voam por aí
Sei bem as qu'eu queria usar
Deixo-as partir, de propósito
Talvez por medo que gravadas
Sejam mais do que pensadas
Sentidas, molestam-me sem dó
Arrancam-me da quietude, do marasmo
Mas não me movo, ou se o faço
Ninguém é capaz de notar
Meus pés não saem do lugar
Minha mente vaga e continua
No contínuo eco das palavras temidas
Tremidas, sempre voltam, a titubear
Persistem no intento de se expôr
Expondo-me com sua bruta malícia
Sinceridade desnecessária
Não abro! Resisto!
Chocam-se as palavras lá fora
Pretensiosas, anseiam pela eternidade
Não é por orgulho ou covardia
Não as gravarei, não as direi
Baterão nas portas da minha mente
Até que o impossível aconteça
E do outro lado venham palavras
Que juntas, façam qualquer sentido
Se não for assim
Que morram de frio lá fora...
Sei bem as qu'eu queria usar
Deixo-as partir, de propósito
Talvez por medo que gravadas
Sejam mais do que pensadas
Sentidas, molestam-me sem dó
Arrancam-me da quietude, do marasmo
Mas não me movo, ou se o faço
Ninguém é capaz de notar
Meus pés não saem do lugar
Minha mente vaga e continua
No contínuo eco das palavras temidas
Tremidas, sempre voltam, a titubear
Persistem no intento de se expôr
Expondo-me com sua bruta malícia
Sinceridade desnecessária
Não abro! Resisto!
Chocam-se as palavras lá fora
Pretensiosas, anseiam pela eternidade
Não é por orgulho ou covardia
Não as gravarei, não as direi
Baterão nas portas da minha mente
Até que o impossível aconteça
E do outro lado venham palavras
Que juntas, façam qualquer sentido
Se não for assim
Que morram de frio lá fora...
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Poesias
Semana 7: Eu sempre...
Semana 7: Eu sempre...
1) Fui autodidata
2) Duvidei da vida como me explicavam, nos tempos de criança
3) Acho que "dessa vez eu aprendi" e descubro que "ainda não foi dessa"
4) Gostei de escrever
5) Começo a calçar/vestir pelo lado esquerdo
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Projeto 52 x 5
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sempre vale a pena
Não é que eu nada lamente
Simplesmente, tudo o que passei
Ajudou a me deixar dormente
Mas, fez de mim o teu rei
Não é qu'eu tenha sempre acertado
Simplesmente, meu erros florescem
Teu sorriso longe do meu lado
Me recorda do que não se esquece
Não é qu'eu não deseje o passado
Simplesmente, é impossível voltar
Só o presente corrige o errado,
E permite ao futuro chegar
Não é que eu esteja feliz
Simplesmente, tenho que continuar
Honrar a tua voz, que me diz:
"Sempre vale a pena amar".
Mateus Medina
17/02/2012
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Poesias
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