domingo, 2 de outubro de 2011

Meme Literário de 1 mês 2011: Dia 2



Dia 02 – Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá? Fale um pouco sobre eles.


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O Último que li foi "As Brumas de Avalon - O Prisioneiro da Árvore", de Marion Zimmer Bradley.




O próximo que irei ler, será "As Crônicas de Gelo e Fogo - A Muralha de Gelo", de George R. R. Martin.




Bom, sobre "As Brumas" - A verdade é que ficou aquém do que eu esperava. Para um história que "todo mundo" conhece, tão falada por todos, um "clássico", eu achei fraco.


A escritora faz com que saibamos dos acontecimentos com antecedência demais. É muito fácil perceber para onde as tramas irão se encaminhar. Mas tudo bem, isso passaria, porque quando você lê muito, pouca coisa passa a te escapar. No entanto, a história em si, que é o mais importante, é contada de maneira monótona. Os dois primeiros livros são os mais chatos. O terceiro é o melhor e o quarto parecia prometer mas... não há surpresa alguma.


Sobre "A Guerra dos Tronos" - Estou completamente apaixonado. É tudo muito "vivo" no livro. É tudo muito bruto e real. Martin nos brinda com um acontecimento atrás do outro, com descrições bárbaras e personagens riquíssimos. Intrigas, conspirações no reino, "cheiro de guerra", tudo isso está presente, além de muita fantasia, cinismo e sarcasmo. Por falar nisso,  o anão Tyron é sem dúvida um dos melhores personagens da fantasia. Ned Stark é Bárbaro, e a pequena Arya é fabulosa. São provavelmente meus três personagens prediletos. A seguir tem Jon Snow que eu espero que tenha um papel interessante na continuação da série.

Meme Literário de 1 mês 2011: Dia 1



É assim, eu vi esse meme no "Devaneios e Metamorfoses", o blog da Pri, e resolvi participar.

A iniciativa é do Blog "Happy Batatinha", que inclusive vai oferecer um brinde para quem comentar lá que está participando, quem tiver interesse, dá uma passada por lá.

A ideia é simples, no caso de você ser uma pessoa simples. Para mim, um indeciso inveterado, será um desafio ter que escolher 31 coisas sobre algo que eu adoro: Livros.

A intenção é que se responda uma pergunta por dia, e eu juro que vou tentar, e espero cumprir.

Bom, vamos lá começar essa bagaça?

As perguntas serão as seguintes:

Dia 01 – Que livro que você está lendo? Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?

D
ia 02 – Qual foi o último livro que leu e qual é o próximo livro que lerá? Fale um pouco sobre eles.

Dia 03 – Você lê resenhas de livros? Elas influenciam na escolha de um livro? Ou na opinião que você tinha sobre um livro lido?


Dia 04 – Onde você gosta de ler? No sofá? Na cama? No ônibus? O lugar onde você costuma ler é o lugar onde você gosta de ler?


Dia 05 – Você costuma abandonar a leitura de um livro? Você está no meio da leitura de um livro, só que está odiando. É chato, sem graça, mal escrito… O que faz? Larga-o na mesma hora ou persiste até o final?


Dia 06 – Quem (ou o quê) inspirou seu amor por livros? Conte como foi.


Dia 07 – Você costuma emprestar ou pegar livros emprestados? Sim? Não? Por que?


Dia 08 – Quantos livros você tem? Qual o autor que você tem mais livros? Fale um pouco sobre isso.


Dia 09 – Você costuma ficar com todos os livros que compra? O que faz com aqueles que não gosta? Troca? Dá? Fica?


Dia 10 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?


Dia 11 – Cite um livro que fez você rir. Fale um pouco sobre ele.


Dia 12 – Se você pudesse conhecer um lugar/mundo que só existe nos livros, qual seria? Por que?


Dia 13 – Se você pudesse trocar de lugar com o personagem de um livro, qual seria? Que história dessa personagem você gostaria de viver?


Dia 14 – Se você pudesse fazer uma pergunta para o seu escritor preferido (vivo ou morto), qual seria o escritor e qual seria a pergunta?


Dia 15 – Qual é o seu vilão literário favorito? Por que?


Dia 16 – Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou adorando. Fale sobre ele.


Dia 17 – Cite um livro que você achou que iria gostar e acabou não gostando. Fale sobre ele.


Dia 18 – Você lê livros que não são para sua idade? Como livros infanto-juvenis ou YA para quem é adulto, ou livros adultos para quem é adolescente.


Dia 19 – Qual é o livro que você leu, gostou e recomenda para todo mundo ler também?


Dia 20 – Você gosta de poesias? Qual o seu poeta ou poema favorito?


Dia 21 – Quanto tempo em média você demora para ler um livro?


Dia 22 – Cite um ou dois livros com títulos que você acha interessante. Você costuma escolher livros pelo título?


Dia 23 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel? Por que?


Dia 24 – Você lê um livro por vez ou gostar de alternar a leitura em dois ou mais livros?


Dia 25 – Tem algum livro que você tenha mais de uma edição do mesmo? Se sim, por que?


Dia 26 – Qual o maior (em número de páginas) livro que você já leu? Quanto tempo demorou? Fale sobre ele.


Dia 27 – Você costuma fazer anotações enquanto lê? Se sim, onde? A ideia de fazer anotações no próprio livro lhe assusta?


Dia 28 – O que você faz quando encontra uma palavra que não conhece durante a leitura? Para para procurar no dicionário? Anota para procurar depois? Ou tenta deduzir seu significado pelo contexto?


Dia 29 – Quantos livros em média você costuma comprar por mês? Você costuma comprar livros em sebos, ou prefere as livrarias? Compra muito pela internet?


Dia 30 – Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.


Dia 31 – Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.




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And here we go...

Dia 01 – Que livro que você está lendo? Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?






"As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos", de George R. R. Martin.

Não sou bom com sinopses, vou acabar "spoileando", e não é essa a intenção rsrsrsrs

Segue um sinopse do livro, depois comento o que estou achando:

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.


Bem, eu estou na parte em que Khaleesi (a princesa Daenerys) descobre que está grávida. Exatamente na metade desse volume.

Estou adorando, muito mesmo.

É impressionante a capacidade de escrita de Martin, a meneira como ele consegue entrelaçar a histórias com tanta naturalidade e maestria, criar tantas conspirações políticas e pessoais, além de descrever de maneira absurda todas as coisas, de forma a que consigamos nos sentir realmente "dentro do livro".

O livro é absolutamente delicioso. Recomendo pra quem já viu a série - como eu -, e pra quem não viu, ainda mais. Eu gosto sempre de ler o livro antes de ver o filme/série. Nesse caso fiz o contrário - não por vontade, é que vi o primeiro capítulo da série e aí foi impossível parar -, mas pretendo "passar na frente" da série antes que ela retorne hehehehe.

É isso, primeira missão cumprida...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Deixem-me morrer

(Imagem: House M.D. 3x03: "Informed Consent")


Sou velho, já vivi demais
Pudera eu alcançar a morte
Seria um consolo,
Uma prenda que me negam
Trancafiado entre paredes brancas
Fios colam-se ao meu corpo
Levando mensagens irrelevantes
Para alguém que não se importa
Suporto, não sem algum rancor
Que a minha vida se esvaia
Pelos algodões manchados
Entre o vermelho vivo
(Que me mata enquanto me deixa)
E o amarelo excremento
(Que me apodrece antes de ir embora)
As cores que já não vejo
Pois a brancura dos meus olhos
Enclausurou-me em escuridão
Mas posso senti-las
E diferencia-las pelo odor
Vermelho arde nas narinas
Amarelo cheira a pulmões
Já castigados e maltratados
Sou velho, já vivi demais
Deixem-me morrer

Mateus Medina
30/09/2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

100 Fatos sobre mim (71 a 80)

71 - Eu adoro a série Harry Potter.


72 - O primeiro livro que li na vida - sem contar "coleção vagalume" - de livre e espontânea vontade, foi "Nada Dura para Sempre", do Sidney Sheldon.


73 - Toda vez que escrevo um conto eu rasgo/apago. Não tenho nenhum guardado. Eram todos uma grande porcaria...


74 - Vejo pintura com olhos de leigo e invejoso. Não entendo muito sobre o assunto, mas há pinturas que me emocionam.


75 - Eu quero uma casa no campo (mas é só pra passar uns tempos de vez em quando).


76 - Não me sinto confortável dando ordens.


77 - Não suporto gatos.


78 - Se eu dormir de tarde, provavelmente acordarei de mal-humor.


79 - Vatapá é a comida mais gostosa do mundo


80 - Só me considere tecnicamente acordado, depois de um cafezinho e um cigarro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O cão e o tempo




Não tenho mãos para o tempo
Ele me escapa completamente
É preciso, é necessário, é urgente
Depois, vai-se tudo com o vento

Quando penso que já terminei
Há sempre mais… obrigações
Onde meu prazer, minhas canções?
Onde, a terra em que sou rei?

Corro contra o tempo. Irado!
Mas claro! Ele corre contra mim!
Chocamo-nos, explosão sem fim
De novo o cão, atrás do próprio rabo

Mateus Medina
28/09/2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº 20

20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Tem certeza de que isso acelera o elevador?

Pergunta boba, não é? É claro que não!!! 

Esperem... pode ser uma pergunta dúbia, ou posso ser eu a forçar a barra e querer tirar "lições" e "ensinamentos" de tudo. Mas vou me aventurar.

Eu acho que a pergunta esconde um jogo psicológico do tipo:  "Quão impaciente você é na vida para ficar apertando um botão trocentas vezes?".


A verdade é que eu sou impaciente demais. Demais mesmo.


Eu piro e perco a esportiva se tiver que esperar meia hora no dentista, no ponto de ônibus, numa fila de trânsito... eu piro. Calma, não é pirar de bater, quebrar, ser ignorante... é internamente, é "aqui dentro". E a parte mais engraçada é "por que eu piro?".


Vai ter gente rindo, mas a verdade é que eu sou meio neurótico com "perder tempo". EU SEI que eu perco tempo de montão - é essa voz na minha cabeça, não esquentem -, mas eu não gosto.


Eu sou o tipo de pessoa que se pudesse não dormir e não sofrer as consequências - e eu já sofri muito - da privação do sono, não dormia. Dormir é uma perda de tempo.


EU SEI que tenho usado mal o meu tempo - dá pra parar de gritar aqui dentro? Eu tô respondendo uma pergunta pro Blog, que saco -, mas isso é outro capítulo da história.


No mais, eu sou ansioso ao extremo. Se eu sei que uma coisa "provavelmente" vai acontecer, seja uma que eu quero, ou que não quero, eu vou ficar na expectativa positiva/negativa até que esse dia chegue. Eu vou brigar comigo para me esquecer, e enquanto faço isso, passo o tempo todo lembrando...


Eu poderia escrever menos? Poderia. Mas não seria a mesma coisa - piadinha que só o pessoal de Portugal é capaz de rir.


Resumindo, eu não aperto o botão várias vezes, não sou idiota, né? Mas "psicologicamente" eu passo a vida apertando... e acreditem, no momento em que vos falo, estou mais de 70% "curado" se compararmos com 7 ou 10 anos atrás... ou seja, eu chego lá =)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cortejo fúnebre



Era um fúnebre cortejo
E quando de soslaio olho,
Adivinhas quem eu vejo?
Tu, em trajes incorpóreos

Um caixão ricamente decorado
Jubiloso, feito o sentimento
Que em meu coração desatento
Foi brotando sem ser disfarçado

Me aproximo com interesse
E o meu peito se aquece
Por qualquer razão desconhecida

Numa imensa gargalhada irrompi
Tantas vezes sonhei em ver-te assim
Deixando esta miserável vida.

Mateus Medina
16/09/2011

Poesia "Maldita"



Eu cheguei a escrever uma longa descrição sobre "Poesia Maldita", "Poetas Malditos", "Dark Poetry", mas... achei que ficou muito chato.

Apaguei tudo e resolvi apenas publicar esse post.

A intenção desse post é apenas "anunciar" que estou separando numa categoria diferente as "Poesias Malditas" que eu vier a publicar - e acho que umas 3 ou 4 que já publiquei também se enquadram nessa categoria.

Cheguei a pensar em criar um outro blog, separado desse, para publicar esse conteúdo mais específico, ideia que ainda não abandonei por completo, mas, a preguiça foi mais forte e eu pensei "sou eu o autor dessa porcaria toda, então vai tudo pro mesmo saco". Assim mesmo.

Quem está mais ou menos por dentro da minha história sabe que fiquei anos sem escrever nada, depois de ter perdido por inúmeras vezes vários trabalhos que eu não tinha nenhum "backup". Ora bem, eu sei que sou meio idiota, mas não é isso que vem ao caso. O que interessa é que eu sempre escrevi "dark poetry", que é algo bem específico, com todo o seu cinismo, ironia, maldade, pessimismo, exagero, sangue, mais sangue...

Quando voltei a escrever e ao mesmo tempo criei esse blog, me impus o "desafio" de não publicar nada antigo, do pouco que me restou. TUDO aqui era inédito na época da sua publicação. E eu tenho umas "poesias malditas" antigas ainda. Poucas, mas tenho.

Como não tinha ainda me aparecido nenhuma "poesia maldita" na mente, fui apenas publicando-as juntas, sem qualquer separação de categoria ou estilo. Agora resolvi "ajeitar" as coisas, porque vou passar a publicar também as "poesias malditas" que voltaram a fazer parte da minha composição =)

Àqueles que me lêem, espero que não se assustem. Algumas poesias nesse estilo são verdadeiros contos de terror, que a minha falta de habilidade para contos não permite redigir, então, eu "poetizo-os" e pronto, está feito o meu "conto" de terror, que eu tanto gostaria de ter talento para escrever, mas não tenho.

Há personagens realmente "malditos" no meio disso tudo. Aliás, eu creio que todas as minhas poesias são baseadas em personagens, apenas não são prosas... são poesias rsrsrsrs

Algumas poesias podem ser "dark" sem nenhum dos componentes que citei mais acima. Até podem ser mais "dark" que uma que tenha todos os componentes citados, mas, eu as entendo (as "poesias malditas") numa "categoria" seperada, portanto, a partir de hoje elas estarão separadas, até que eu resolva criar outro blog - ou não.

Mais uma vez, não se assustem... ou se assustem, sei lá... tanto faz...

Mateus Medina
26/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

20 Anos de "Nevermind" - Nirvana



Amanhã, dia 24 de Setembro, fará 20 anos do lançamento de "Nevermind", um álbum que mudou a história do Rock. Isso é um fato.

Tudo o que vem a seguir a isso é bastante discutível, e como eu não sou "partidário" de nenhum gênero musical (e aí alguém pode pensar "mas você não é metaleiro"? Não, eu não trabalho com metais, e o metal é apenas o gênero musical que reúne o que aos meus ouvidos, soa como música de melhor qualidade. Ponto.), não pretendo deambular por esses terrenos, embora quando se fale de Nevermind / Nirvana seja praticamente impossível não tocar em certos assuntos batidos, clichês mesmo...

Quanto o Nirvana lançou Nervermind, o cenário do Rock estava vivendo um momento de desgaste tremendo. Nevermind foi uma "lufada de ar fresco" e uma mudança de rumos.

Eu concordo quando se fala que "atrás de Nevermind" veio um caminhão de porcarias, se denominando ou sendo denominadas de "Rock Alternativo". Aliás, eu não gosto de quase nada "alternativo". Não concordo é quando CULPAM Nevermind por isso. Aí eu fico "zangado".

Nevermind é um álbum sensacional, fora de série e histórico - pode espernear a vontade, eu não ligo -, pelo simples fato de ter mudado as coisas como mudou, de ter reunido 12 canção impossíveis de serem puladas, qualquer uma delas, desde a mais conhecida "Smells like teen spirit", até "Territorial Pissings", passando pela "engraçadinha" (hein?) "Polly" e ter vendido 30 milhões de cópias.

É verdade, Nevermind é POP, e isso "dói" em alguns corações. Já doeu no meu quando eu era adolescente, hoje a minha perspectiva - GRAÇAS A DEUS - mudou bastante.

Como é que um álbum barulhento, de letras confusas, provocadoras e irônicas, que tem um vocalista que berra versos sujos pode ser POP? Mas foi, e tem a ver com a conjuntura da época. Aliás, os responsáveis por Nevermind ser POP são, em sua maioria, os que eram ali criticados (que ironia, não?).

A primeira vez que ouvi Nevermind eu pirei completamente. Eu tinha por volta de 12 ou 13 anos e foi mais ou menos na mesma época que ouvi "Appetite for Destruction" do Guns, "Heaven and Hell" do Black Sabbath e "Schizophrenia" do Sepultura.

A verdade é que para mim, naquela época, tirando o Black Sabbath que eu percebia bem a diferença - embora não fizesse ainda a ideia completa -, era "tudo Rock", e ponto. Depois eu viria a "eleger" o metal como o meu gênero de música preferido, entender melhor as diferenças monstruosas que separam esses álbuns, mas na época a única coisa que eu sentia era que "Troops of Doom" mexia tanto comigo como "Smells like teen spirit", que é por acaso a primeira música de Nevermind, e que abre o álbum como um riff nervoso e grudento (característica marcante do Nirvana), que entrou de cara para a história do Rock.

Nevermind é debochado, troça de uma geração deslumbrada pelas maravilhas do consumismo e que se esquecia do mais importante. De uma geração de rótulos, que ignorava o conteúdo e perdia grande parte da sua capacidade se uniformizando. Quanto mais igual, melhor.

Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic entraram de sola nisso tudo com Nevermind. É claro que Kurt tem um protagonismo notável aí, com as suas letras e melodias grudentas, no entanto foi esse conjunto que veio a consagrar Nevermind como um dos melhores álbuns de Rock da história - você ainda está esperneando? Ah, para vai...

Trata-se de um álbum delicioso de se ouvir, numa mistura completamente alucinada de Punk, Rock setentista (pouco), alucinações, deboche, guitarras (muitas guitarras!!!) e melodias grudentas e fáceis. É um álbum cheio de energia, que nos ligava imediatamente à tomada assim que apertávamos o play ou (os que foram mais felizardos que eu e ouviram o álbum em vinyl) se colocava a agulha no bolachão preto...

Eu não poderia então, deixar de prestar a minha homenagem e deixar aqui o testemunho de como esse álbum fez parte da minha vida. Embora não o ouça há muito tempo e tenha me distanciado bastante desse tipo de sonoridade, Nevermind continua a ser, 20 anos depois, um álbum diferente, vibrante e que merece todo o meu carinho e respeito.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Costurando feridas



Tenho buscado fervorosamente
Uma agulha, que tudo costure
Esqueço-me com pressa indecente
É da linha, para que perdure

Talvez falte habilidade
Para as minhas grossas mãos
Talvez haja alguma verdade
Na voz que ignoro então

“ – Costure as tuas próprias feridas
E deixe que sare as alheias
Não há outro caminho na vida
Que possa salvar estas veias”

Talvez seja simplesmente
A cínica ironia da vida
Que devemos aceitar

Esperar em agonia crescente
Que cicatrize a tua ferida
Já que não te posso curar

Mateus Medina
21/09/2011