segunda-feira, 19 de setembro de 2011

100 Fatos sobre mim (61 a 70)

61 - Eu falo palavrão pra car**** (e só coloquei asteriscos pra ser simpático e não ofender olhos sensíveis). Mas, sempre em ambientes que comportam esse tipo de comunicação sem stress.

62 - Ser vítima de uma injustiça e/ou saber de alguma, sem poder agir, me deixa doente. De verdade.

63 - Eu deixo sempre um resto do que estou bebendo no copo/caneca. Pode ser café, sumo, seja o que for. Fica sempre um restinho no fundo...

64 - Eu sou fera no gamão *-*

65 - Acho 99,99% das crianças IGUAIS quando nascem. Quase todas têm cara de joelho. Há poucas exceções. Umas são bem feias, outras (raríssimas) nascem lindas. Segundo consta, eu fui uma dessas raríssimas exceções *-* 
Com meus próprios olhos, só vi 4 crianças que achei LINDAS assim que nasceram.

66 - Acho U2 o supra-sumo da chatice galáctica... e ponto final.

67 - Os três melhores jogadores de futebol que eu vi jogar foram: 1º Romário - 2º Maradona - 3º Zidane

68 - Adoro ficção científica. Livros, filmes, séries, quadrinhos, "causos"... qualquer coisa.

69 - Sou um entusiasta da evolução tecnológica, embora ache que esta evolução toda não tem sido utilizada, em alguns casos, da melhor maneira,  (Você vai se surpreender com a próxima)

70 - ADORO discos de vinyl, ou os famosos "bolachões", como queiram. Pretendo começar uma coleção assim que tiver grana. (Não falei que ia se surpreender?)

"A Solidão dos Números Primos" - Quando o cinema estraga um livro



Não é novidade que o Cinema estraga livros desde sempre. O penúltimo "estrago" que vi foi "Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2".

Até certo ponto, o filme parecia manter a fidelidade ao livro, e de repente descambou, ficou "morno" e chato.

Como eu sou fã de carteirinha, me custou a admitir, mas, admito aqui. Pronto.

No entanto, não é disso que quero falar agora, é de "A Solidão dos Números Primos", o primeiro e F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O livro do escritor Italiano, Paolo Giordano.

Esse livro foi um dos que "escolhi pela capa". Como já disse, não julgo um livro pela capa, mas uma boa capa consegue me chamar atenção o suficiente para comprar um livro. Foi esse o caso.

(A capa de edição que li)

Eu e a preta somos sócios do "Círculo de Leitores", e todos os meses escolhemos pelo menos um livro da revista que recebemos. Deve ter pouco mais de um ano que escolhi esse pela capa, e não me arrependi. Pelo contrário.

O livro conta a história de Mattia e Alice, começando pela infância e os acompanha até a idade adulta.

Justamente na infância, eles passam por traumas que vão marcar as suas vidas para sempre.

Individualmente, Mattia e Alice são seres humanos com traumas enormes, que vivem limitações terríveis em suas vidas por conta desses traumas. Alice torna-se anoréxica e Mattia, um verdadeiro gênio, esconde-se nos estudos e dentro da sua doentia cabeça, enquanto mutila-se fisicamente e psicologicamente.


O livro é bárbaro, e não tenho qualquer adjetivo que não seja exagerado para lhe dar. É um livro que trata de emoções humanas, que são reais e sofríveis, e que muitas vezes existem bem ao nosso lado, mas que são difíceis de compreender e até identificar. É mais fácil "rotular" de "freak". Trata de desencontros e silêncios. Trata de amor, mas de uma maneira bem diferente da habitual.


Cada página é de uma sensibilidade ímpar, e você não consegue parar enquanto não devora o livro todo, se emocionando junto com aquelas criaturas que são "números primos", que passam a vida juntos sem poderem se tocar...

A maneira como o autor nos transporta para a mente das personagens é tão simples e natural, que a história parece realmente se desenrolar ali à nossa frente. A estranha relação de Mattia e Alice é dissecada com uma carga de realidade poucas vezes vista... Mattia principalmente, é uma personagem de carga emocional e dramática fortíssima (não que Alice não seja, mas eu a sinto "superar" as coisas melhor que ele)... é impossível ficar indiferente ao sofrimento que ele se impõe ao longo do livro.

Com certeza uma das 10 melhores obras dos anos 00's. Imperdível.

Não vou "spolear" muito, porque se alguém se interessar em ler, eu garanto que não vai se arrepender.

A questão é: NÃO VEJAM O FILME antes de ler o livro - e se não quiserem ver depois, não faz falta...

Os atores estão ótimos, principalmente o que faz o Mattia na fase intermédia (são três fases passadas no filme, a infância, a adolescência e a fase adulta). No entanto, nem só de atuações vive um filme.
A fotografia do filme chega a ser ótima em algumas passagens, e exagerada em outras.

A música do filme começa bem, e de repente, sai do contexto e depois se repete, e repete... Mas, é a edição que consegue estragar verdadeiramente o filme.


"Picando" as ações do livro, eles conseguiram estragar a obra, que é contada de forma linear, embora "volte" algumas vezes em lembranças das personagens, mas de maneira a nunca perdermos o fio da meada, o que não acontece no filme, infelizmente... Se alguém não leu o livro e vê o filme, provavelmente não sentirá vontade de ler - isso se terminar de ver o filme...

Além disso - o que para mim é mais grave -, deixaram de fora alguns momentos extremamente marcantes do livro, e fizeram um final... ridículo. O final do filme insinua justamente o oposto do livro. Ou assim pareceu a mim e a todos que viram o filme comigo...


Quando fiquei sabendo do filme, imaginei que pudesse ser assim. Eu sabia que seria um grande desafio para o cinema, traduzir tanta sensibilidade e confusão... mas poderia ter sido muito melhor.


"A Solidão dos Números Primos" não é uma obra que "peça" uma adaptação cinematográfica, pelo contrário, estaria melhor sem ela.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nunca sabemos


Nunca sabemos
Quando uma ventania
Nos vem arrancar o teto
Desnudar nossa moradia

Nunca sabemos
Quando se revelará
A nossa negra parcela
Que tudo conspurcará

Nunca sabemos
Quando a areia à nossa frente
Vai de segura a movediça
E nos afunda, dementes

Nunca sabemos
Quando a morte ceifará
O frágil sopro de vida
Para então… recomeçar.

Mateus Medina
16/09/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Contente(-se)



Na busca da perfeição, te perdes
Queres tudo e pouco tens
Olhas para trás, pouco vês
Olhas para frente, estás inerte
O que há mais para sorver?
Queres tudo. Sempre.
Abarcar o mundo
Sugar sua insolente alma
É preciso ter calma
Respirar o poluído ar
Não há montanhas
Não há entranhas
Há apenas o que há
Frustrações levam às lágrimas
Não podes chorar, é fraqueza
Não te permites ser fraco
Não podes ter incerteza
O caminho que segues, tua escolha
Aquilo que és, realmente
Contente-se com isso, contente
É tudo que tens pela frente
(E isto é bom.)

Mateus Medina
13/09/2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Foi. Será?



Enquanto se corre
Atrás do pão de cada dia
Cada dia se torna mais distante

Não se vive o caminho
Sem rumo se caminha
A fantasia já não é como antes

Alimenta-se as dores
E os odores enfraquecem
O passado é um vapor que some

Não se lembra da ferida
E novamente padece
O futuro é apenas um clone

Esquecido no presente
Com as pernas dormentes
A mercê do “foi”. “Será”?

Caminho longo pela frente
Atrás estrada renitente
E do agora, o que é que há?

Mateus Medina
13/09/2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº 19

19. Se você tivesse que mudar de estado ou país, para onde iria e por quê?

Eu já fiz isso, e foi meio "por acaso", já que não foi planejado por mim, acabei fazendo isso para "mudar de ares" e "experimentar".

Mudei de país. Saí do Brasil e vim morar em Portugal. Agora no dia 30 de Setembro essa mudança completará 7 (sete) anos. (E parece que foi ontem)


Hoje, nesse exato momento em que vivo, não tenho vontade de mudar para nenhum outro lugar. Estou contente onde estou, com todas as "dores e delícias" (by Caê) de qualquer lugar do mundo... ainda não explorei, mesmo depois desses 7 anos, nem 10% das maravilhas de Lisboa, que é uma cidade fantástica...


Já mencionei em outra pergunta a minha "fissura" na Holanda, Amsterdã mais concretamente, coisa que nem sei explicar racionalmente, no entanto, não sei se me daria bem morando lá, não é algo que eu deseje, pelo menos conscientemente.

Londres é uma cidade que talvez eu gostasse muito de viver, SE, e apenas SE, não fosse "eternamente cinza". O frio não me incomoda, eu até gosto, mas, dias cinzas me deixam péssimo, e 300 dias cinzas por ano, só se fosse pra eu me suicidar rsrsrsrss

Acho que viveria bem em Barcelona, Sevilla, Roma, Florença, Colônia, Berlim...

 E há muitas outras cidades que eu poderia citar, espalhadas aí por esse "mundão véio sem porteira", que eu poderia viver muito bem, se tem um aspecto em que eu sou "camaleão" é esse. Eu me adapto tranquilamente a esse tipo de situação, e rápido. No entanto, pelo menos por enquanto...já mudei, e não quero mudar mais rsrsrs

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A minha casinha



Lá nos montes há uma casinha
Que fica tão longe e tão perto
Onde mora a felicidade minha
Não lembro é o caminho certo

Faz tempo que de lá saí
Achando que ia ser capaz
De encontrar mais por aí
Mas, nada me satisfaz

Da minha casinha estou longe
Apartei-me de mim mesmo
Ela brinca comigo e se esconde
Vou vagando no mundo; a esmo

Mateus Medina
12/09/2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Não me esqueças

("Vergissmeinnicht", que significa "não me esqueças", é uma flor que está presente no Folclore Alemão.
É também um dos símbolos do mês de Setembro)


Eu tentava alcançá-la
No momento em que cai
Para sempre irei amá-la
Não importa o que há de vir

Diga a todos porque me afoguei
“Não me esqueças”, aceite esta flor,
Enquanto a tiveres, viverei
E viverá também o nosso amor

Deus já havia a todas nomeado
Quando esta pobre flor lhe gritou
Virou-se, ouvindo imenso brado
“Não me esqueças”, disse ela e azulou

“Será este o teu nome”, disse Deus
Desde então, nada mais foi como antes
“Não me esqueças”, é a flor do adeus
É o símbolo maior dos amantes

Mateus Medina
01/09/2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dois mundos



Há um mundo que me habita
E há outro onde habito
Eles não se gostam, é pena
Andam sempre em conflito

Há um mundo que desejo
E há outro de verdade
Num deles a vida é beijo
No outro, violência e maldade

Há um mundo no presente
E há outro no futuro
Um deles, desespero clemente
O outro, incerto e obscuro

Há um mundo onde realizo
E há outro em que vivo a tentar
Um deles aguarda com um sorriso
O dia em que o outro o irá encontrar.

Mateus Medina
31/08/2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

100 Fatos sobre mim (51 a 60)

51 - Odeio qualquer bicho que voa


52 - Eu já quis ter o cabelo grande. Deixei crescer por um tempo, mas, ficou ridículo.


53 - Já fiquei de cuecas numa peça que fiz. O pior, era uma samba-canção prateada e brilhante (Jesus, como me faltava juízo...)


54 - Se eu vivesse na roça, enlouqueceria. Vivo na cidade, e estou enlouquecendo.


55 - Não suporto leite puro. Mas, adoro manteiga, queijo, e quase todos os deliciosos derivados de leite.


56 - Não gosto de Paulo Coelho. Mas, eu já li (e muito).


57 - Não gosto de Jorge Amado. É um porre. Desse, só li um livro completo. Abandonei os outros dois que tentei ler, e basta. É muito chato.


58 - Nasci no planeta errado.


59 - Eu tomo café coado com adoçante. Mas, expresso tem que ser com açúcar.


60 - Eu nunca vi um disco-voador. Aliás, eu acredito piamente em vida fora da terra, mas, duvido muito que "eles" andem por aqui. Isso é coisa de cinema...