sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A invisível força




Há dias que a rima vem fácil,
Noutros ela se esconde
Como criança que brinca no pátio
Foge, para não sei onde

Somos como grandes amigos
E mesmo quando me julgo sozinho
A poesia me aponta o sentido
Descortina em minh’alma o caminho

Por anos, esteve ela a fugir
E parecia nunca mais voltar
Abandonado, foi como me senti

Ei-la de volta, com conforto e encanto
A invisível força de um ombro amigo
Que silenciosamente enxuga-me o pranto

Mateus Medina
19/08/2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ainda que não se note




Eu continuo a lutar,
Não interessa a razão
E quando choro, não vês
Me escondo em qualquer lugar
E deixo-me cair no negro rio
Que aos poucos me arrasta
Mas, continuo a lutar
Desnorteado e sem esperança
Sem energia ou vontade
Dou socos no ar e me defendo
De um inimigo invisível
De todas as feridas que carrego
Nenhuma causa mais dor
Do que aquela que não se vê
Mas, continuo a lutar
Ainda que não se note…

Mateus Medina
17/08/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº 17

17. Cite uma coisa que você ainda não fez mas que quer MUITO fazer. O que te impede?

Dar a volta ao mundo numa moto, com uma mochila nas costas e nada mais.

O que me impede? Grana e tempo livre, "só" isso...


Se bem que essa resposta é um pouco surrealista, porque poucas pessoas têm, de fato, grana e tempo livre para isso, é coisa de "excêntrico".


Sendo mais realista, eu quero muito conhecer a Holanda. É um sonho meu desde pequeno, não me perguntem porque, mas é.


O que me impede? Grana e tempo livre... rsrsrs

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Princesa Lara



Quando ela sorri,
Ninguém fica indiferente
Desperta toda a paixão,
Alegra o coração da gente

Quando ela chora,
Fica o mundo em alerta,
O nosso peito se aperta
E temos que adivinhar
O que deseja a nossa princesa?
A lua, o céu ou o mar?

Não importa o que seja
Desejo seu, é ordem dada
Do bolo, ela é a cereja
Ela é “A” fada entre as fadas

Não há no mundo rosa mais bela
Nem jóia que seja mais rara
Do que nossa princesa Lara.

Mateus Medina
10/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Inevitável



Por muito que doa
Há sofrimentos inevitáveis
Feridas que precisam ser feitas
Viagens indispensáveis

Por muita tristeza que cause
A solidão nos junta as peças
Nos põe ao nosso próprio alcance
Só com aquilo que nos interessa

Por muito que neguemos
Somos humanos e imperfeitos
Alguns erros cometidos
Nos acompanharão ao leito (de morte)

Por muito que se pense
Há problemas sem solução
Que só o tempo é senhor
Com o poder da sua mão.

Mateus Medina
11/08/2010

100 Fatos sobre mim (31 a 40)

31 - Já fiquei bêbado até aquele ponto que ultrapassa o ridículo


32 - Já tirei 0 numa prova.


33 - Já roubei em jogo de baralho. Quando o jogo acabou, me denunciei e passamos uns 20 minutos rindo sem parar.


34 - Gosto de andar de ônibus, sentar na janela e ficar olhando o mundo lá fora, enquanto invento milhões de histórias para cada "personagem" que passa...


35 - Paguei todas as apostas que perdi.


36 - Adoro coxinha de galinha.


37 - Certa vez, numa prova de Física, eu não sabia nenhuma fórmula, mas sabia as respostas. Desafiei o professor a expor passo a passo o meu raciocínio, sem nenhum cálculo, e ele me daria a nota. Ganhei a aposta e tirei 10.


38 - A calvice está no meu futuro (futuro?)

39 - Já achei dinheiro na rua.

40 - Já perdi dinheiro na rua.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº16

16. Por que o que te faz feliz não faz todos felizes necessariamente?

Ora, porque nem todos são como eu. Essa é fácil...

Cabo Carvoeiro



Parece sempre sombrio,
O Cabo Carvoeiro
Lá está sempre frio
E o sol não lhe toca; o ano inteiro

As Berlengas escondem-se nas brumas,
Para lá do azul e imenso mar
As rochas banham-se na espuma,
O pescador continua a esperar

Há cinco anos testemunhou
O nascimento de um amor
E o recebeu com neblina e frieza

Hoje repete a dose, como um aviso
Assimilado na perfeição
Em cinco anos, não volto lá, com certeza

Mateus Medina
08/06/2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nem razão, nem perdão




O sol brilha e aquece
E de repente, desvanece
Vem a chuva e a neblina
Que cai feroz, “desilumina”

Não há razão ou perdão,
Nem aquela mão estendida
Pelo sim ou pelo não,
Na dúvida, salva-se a vida

Mas é que a vida sem amor
É estar de pé, indiferente,
Sem o prazer ou a dor
Daquele que ama e sente

Como que anestesiado,
Vive-se, sem de fato viver
Num desespero inconformado,
Ama-se, para não morrer

Mateus Medina
29/07/2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Judas, porque isso?



Pois é, esse post é da série "forever alone", eu sei... mas mesmo assim, vou escreve-lo.

Das poucas pessoas que lêem esse blog, 99% não vão até o fim do post, só o camarada Alexandre poderia salvar esse post do "forever alone", mas ele tem andado sumido, então...

Ora bem, ontem estive no Pavilhão Atlântico para presenciar a despedida daquela que considero a segunda banda mais importante de Heavy Metal, o Judas Priest (em primeiro lugar, claro está, o Black Sabbath).

Conforme anunciaram, os Judas Priest estão fazendo a tour "Epitaph Tour", que será a última (mundial) da banda.

Eu comprei o ingresso para esse show em Março, porque previ um Pavilhão lotado, sem espaço nem para se mexer. Isso infelizmente não aconteceu, e é o único ponto negativo a apontar na noite de ontem, o Judas merecia MUITO mais público, naquela que será provavelmente a última apresentação da banda em Portugal...

Quem abriu para o judas foi Queenrÿche. Se apresentou durante 40 minutos, fez um som competente e agradável. Apesar de eu não ser grande fã da banda, foi uma boa abertura.

Quando o Judas subiu ao palco, por volta das 21:30, era possível notar a alegria, já misturada com a saudade, no rosto das pessoas.

O "engraçado" é que era possível ver de tudo, gente com mais 60 anos, pessoal na casa dos 40, jovens de 15, 16 anos, e eu vi até um grupo que reunia 3 gerações (ou assim me pareceu): Avô, Pai e filho juntos, cada um com a sua camisa do Judas, mostrando bem que metal não tem idade...

O show foi magnífico, se bem que o adjetivo aqui, não faz verdadeiramente jus ao que foram aquelas 2:15 minutos, do mais puro, enérgico e verdadeiro Heavy Metal.

Para entrar "de sola", nada melhor do que "Rapid Fire", seguida de "Metal Gods", e a partir daí um desfile por TODOS os álbuns do Judas, com Halford.



Durante todo o tempo o público cantou junto, mas o ponto alto foi em "Breaking the Law", quando APENAS quem cantou foi o público.

Não é qualquer banda por aí, que faça música não-comercial (principalmente metal), em que o vocalista possa simplesmente abdicar do microfone, deixando ao público a incumbência de berrar todas as estrofes de uma canção... "Branking the Law" foi o momento em que eu vi mais gente enxugar as lágrimas. Alguns faziam de maneira disfarçada como eu, outros não se importaram muito em deixar que rolasse o pranto da despedida do "Metal God" e seus companheiros, que mudaram a história do Heavy Metal e da música.

Para "piorar" as coisas, a seguir a "Breaking the Law", vem "Painkiller", onde o refrão foi bradado a muitas vozes - mas claro, nenhuma delas tão "estridente" como a do Halford.

A banda esteve impecável, inclusive o "moço" que substituiu o K.K., quando esse resolveu - estranhamente - não fazer parte da tour de despedida...

Richard Faulkner esteve muito bem no seu papel. Não comprometeu, e pelo contrário, interagiu muito com o público e mostrou que técnica e feeling não faltam para "tapar o burado" deixado pelo K.K.

Halford como sempre, é um show à parte. Impressiona como com quase 60 anos, ele consegue manter a voz que o consagrou, com muita justiça, como o "Metal God".



Impecável - é pena o som do Pavilhão não ter sido também -, não faltou gás em nenhum momento, mesmo depois de mais de 2 horas de espetáculo, saí de lá com a sensação que o Halford poderia repetir a dose sem descanso...

Depois de três "indas e vindas", a banda se despediu mesmo, com "Living After Midnight", cantada por todos, que simplesmente não queriam acreditar que afinal, é fim de carreira para o Judas... Por que isso, Judas?

Confesso que o meu setlist perfeito para essa despedida, incluiria "Last Rose of the Summer" e "Leather Rebel", mas é claro, se todo mundo fosse palpitar no setlist, O Judas Priest nunca mais deixaria os palcos, como seria o sonho de todos nós, que curtimos o bom e velho Heavy Metal...

O Judas se despede assim, cumprindo perfeitamente o seu papel, e o melhor, não sai de cena como uma banda decadente. Sai por cima, com muita energia e competência, e deixando a sua marca na história da música.

Adeus Judas!!!!