terça-feira, 7 de junho de 2011

Redes Sociais...

Hoje, como já fiz algumas vezes nos últimos anos, estou dando mais um vez um "tempo" das redes sociais.

Na verdade, a única que uso com regularidade é o Orkut, porque nunca cheguei a me acostumar propriamente com o Facebook, embora nos últimos tempos eu até estivesse mais acostumado...

Seja como for, as vezes tenho a nítida sensação que as redes sociais "sugam" demais da gente.

Ciclicamente, eu tenho o costume de cometer o famoso "orkuticídio" rsrsrsrs

Dessa vez, resolvi não apagar o perfil do orkut, apenas "trancar", para que não sumam os tópicos que criei, as postagens que contribuí em centenas de tópicos e etc... no Orkut isso é um transtorno.

Já no Facebook, como a minha interação é quase nula, apaguei mesmo. Ainda que o facebook clamasse que "fulano e cicrano vão sentir a sua falta, tem certeza que vai sair?" rsrsrsrsrs

Tenho. Vou sair sim. Talvez eu volte no futuro, ou não, porque Facebook é aquela coisa estranha...

Enfim, como já é do conhecimento dos meus amigos, e mesmo dos "colegas" que me conhecem há mais tempo, isso é algo que preciso fazer de vez em quando, e que senti necessário fazer agora.

Quanto ao Blog, tenho o desejo de continuar postando por aqui, principalmente os meus poemas, que tanto tempo levei para voltar a escrever.

Veremos com o tempo, se isso irá acontecer...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Certezas



Se me julgas com olhos turvos
Não tirarás de mim correta conclusão
Se me negas, com ouvidos surdos
De mim não terás qualquer explicação

Se te limitas, numa bolha intransponível
Não te ferem os ataques, mas também
Levar-te amor é impossível

Perfeitas fortalezas são mitos de loucura
Claro está, que entre as muralhas,
Há mais que incomoda e tortura
Que o perigo que de fora se espalha

Não há justiça, sem que possível seja errar
Pois de tudo aquilo que fali, a absoluta certeza
É traiçoeira princesa, mãe rainha do falhar.

Mateus Medina
06/06/2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº9

9. Até que ponto você controlou o caminho que sua vida tomou até aqui?

Essa é mais uma daquelas perguntas, que podem ser interpretadas de maneira diferente, conforme o ângulo pelo qual se observa.


Não controlamos tudo que nos acontece, pelo menos de maneira DIRETA.


A nossa vida está sempre rodeada de acontecimentos que não nos pedem licença. Está cheia de imprevisibilidades, e como vivemos em sociedade, muitas vezes algumas decisões não cabem somente a nós.


No entanto,se formos mais fundo na questão, eu creio que controlamos TUDO na nossa vida, pelo menos no que diz respeito aquilo que nos cabe decidir.


Mesmo quando não decidimos, na verdade estamos escolhendo não decidir, estamos escolhendo deixar a nossa vida, "nas mãos" de quem resolvemos delegar a tal decisão, então, bem lá no fundo, eu acho que controlei todo o caminho que a minha vida tomou até aqui.


Não há ninguém a quem eu possa culpar das minhas derrotas, dos meus erros, dos meus defeitos... ninguém além de mim mesmo, claro.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Batalhas Inglórias

Da batalha que agora travamos
Não sairá qualquer vencedor
O que ficará para a história?
Feridas abertas, sangue e dor

É orgulho, aquilo que nos move,
Incapaz de nos fazer avançar
Ímpetos de vitórias vazias
Que não nos levam a qualquer lugar

A pueril insistência, nunca descansa
Nos cega os olhos com conveniências
Relutamos abrir qualquer cedência
Sobre as nossas cabeças, a guerra dança

Uma guerra sem armas ou mortes
De palavras mordazes e ironia
Nos cria a ilusão de sermos fortes
Enquanto nos suga toda vida e alegria.

Mateus Medina
31/05/2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Foi-se nas ondas


Quando fecho os olhos,
Recortes de lembranças me assaltam
Em preto e branco, como num filme antigo
Sou capaz de sentir o cheiro,
O gosto e o desgosto
De uma fita, que há muito se partiu
Não há música, é um filme mudo
Gestos exagerados se repetem
Na tentativa de serem compreendidos
A pouca luz não ajuda; é noite
Vejo uma árvore antiga,
Que outrora teve seu tronco sangrado,
Com a inscrição de dois nomes
No chão, ao seu lado, um pedaço de papel,
Que há muito foi rasgado, picotado
Um sorriso destaca-se na escuridão
E quando eu penso em sorrir, há o mar
Tão feroz como a raiva que guardo,
Tão veloz como aquele antigo amor
Foi-se nas ondas, nunca mais voltou.

Mateus Medina
30/05/2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A hora de partir



Já é hora de partires,
Há um mundo lá fora a tua espera
Serre os grilhões, grite!
Corra, pois já é tempo
E quando for a hora do lamento
Não reprimas as lágrimas
Que escorrem insistentes
Ferindo a alma enquanto rolam
E se prendem, como garras transparentes
Deixe-as correr, permita-se a dor
E depois que o peito folgar
Sorria e cante alegremente
Sinta a força a te impulsionar,
Já te consegues levantar,
O que importa agora, de verdade
É aquilo que virá pela frente
Já passastes o frio da madruga,
Já sentiste solidão, foste carente
Quando agora te olhas no espelho
Não vês alguém mais consciente?

Mateus Medina
27/05/2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu que não me sento no trono de um apartamento...

“Eu que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar” 
(Raul Seixas, em “Ouro de Tolo”)

Acomodar-se é fácil, prático e evita trabalho.

Acomodar-se é vergonhoso, deplorável e deprimente.

Quando alguém se acomoda a uma situação, seja ela qual for, o subtexto que está implícito é: Eu não sou capaz de mais.

Vemos diariamente pessoas acomodadas, e fazemos parte deste rol em algum aspecto da nossa vida – eu pelo menos, faço aqui um “mea culpa”. No entanto, vemos também alguns exemplos de quem não se acomoda, de quem “vai a luta” e vence os desafios que lhe foram impostos, ou que muitas vezes traçou para si mesmo.

O que diferencia essas pessoas daquelas que “não conseguem”? É atitude. É ação. É movimento.

A vida implica movimento, e a preguiça – mãe da acomodação – é a “estrela” de uma peça em quem alguém se acomoda.

É mais fácil não agir, deixar como estar, se utilizando muitas vezes de desculpas como “poderia ser pior”, “há quem esteja pior do que eu”. A isso se chama nivelar-se por baixo.

Muitas vezes, olhamos para alguém que “venceu na vida”, e nos pegamos a pensar as razões que levaram esta pessoa por esse caminho. Salvo casos onde as vias são “tortas”, todas essas pessoas “vencedoras” possuem algo em comum: Movimento.

Movimento do corpo, da mente, de ideias, mudança, adaptação…

A própria natureza nos prova, que aquele que não se adapta é o primeiro a perecer. Assim é a vida, assim é a lei.

Nisso não reside qualquer injustiça para com “os fracos e oprimidos”, é apenas uma regra, que serve para todos, e que alguns conseguem ter plena consciência, enquanto outros possuem apenas uma parca – por vezes nula – noção.

Não há fórmulas de sucesso, de felicidade, de amor. O ser humano consegue a proeza de ser tão igual, quanto diferente, por isso, a cada um de nós, cabe a missão de encontrar o caminho, o jeito, a intensidade daquilo que desejamos para as nossas vidas.

A falta de ambição na vida de uma pessoa, pode ser algo devastador. A ambição exagerada também, é claro.

No entanto, a falta de ambição é algo que age como um paralisante. Uma pessoa sem ambição não precisa se mover, lutar, desejar, criar, vencer… ela só precisa existir, e isso basta (algumas vezes essa falta de ambição ao limite, chega até ao ponto de que existir nem é fundamental, pode-se dar um fim a vida, que tanto faz).

Quando se fala em ambição, a maioria das pessoas fazem uma associação imediata com dinheiro/poder. Não é o caso aqui.

A ambição a qual me refiro, tem a ver com aspectos internos, com reflexões sobre o que somos, quem somos, e o que fazemos aqui.

É preciso coragem, garra, vontade e determinação, para deixar de lado o desejo fácil de se acomodar, e buscar aquilo que desejamos. Desde as coisas mais simples, até as mais complexas.

Se assim não for, a vida vai passar, e um dia você vai dar consigo mesmo “sentado no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar.”

Mateus Medina
25/05/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

50 Perguntas que Libertam a Mente: Resposta nº8

8. Se a expectativa de vida fosse de 40 anos, em que isso mudaria sua vida?

Na minha maneira de agir, não consigo pensar o que isso mudaria, na prática. Talvez nada.

Embora eu goste muito da vida, e pretenda andar por ela ainda muito tempo, eu tenho consciência de que esse nosso "papel" aqui é passageiro. Talvez eu apenas me "apressasse" com algumas coisas que eu levo em "maré mansa", por puro descaramento.


De qualquer forma, como eu não creio na morte da alma junto com o corpo, por mais "chato" que fosse descobrir isso agora, faltando 12 aninhos para os 40, não seria tipo um "fim do mundo", eu acho. Embora, fosse inevitável a sensação de "seria legal ter mais tempo", porque a gente sempre quer mais tempo para tudo...



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Uma Chance



Vejo-te a correr pela areia
Pés descalços, coração aos saltos
Alegre, como nem uma criança consegue
Mais bela que num conto de fadas
Há alguns minutos, era o pranto
Ao olhar-te agora, ninguém diria
Não fossem as dores do desencanto,
Sei que comigo não virias
Uma nuvem que passa, resolve ficar
E encobre a imensa lua cheia
Agradeço, pois desvio o olhar
Para ver-te nadar, tal qual sereia
Se o brilho desse olhar não me trai
É essa a hora de cair no mar
É o sinal da chance que esperei
Durante toda a minha vida; te amar.

Mateus Medina
20/05/2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Todos os dias uma morte


Quando o tempo para
E o coração soluça
Eu tenho certeza da morte

Houve um tempo em que eu morria
De um jeito a cada dia
E era cada vez mais forte

Hoje raramente morro,
Mas, quando calha d’eu morrer
Não há remédio ou socorro
Que me venha aquecer

Quando tudo gela e escurece,
A razão vai-se embora
Tenho certeza que é agora
Que o coração padece

E quando percebo, de repente
Que acabei de renascer
É como um lamento contente
De quem escapa sorridente
Sem no entanto saber
Se afinal, amanhã tornará a morrer.

Mateus Medina
18/05/2011